Maio Bordô

Enxaqueca: como enfrentar um desafio invisível?

A enxaqueca, uma das condições mais enigmáticas na medicina, permanece oculta nas sombras do invisível. Diferente de doenças como hipertensão arterial e diabetes, que podem ser detectadas através de exames e números concretos, a enxaqueca desafia essa lógica, não deixando vestígios em exames ou imagens. Essa invisibilidade não apenas complica a compreensão da doença, mas também afeta a percepção de quem sofre, dos médicos que a tratam e da sociedade como um todo.

Sem um “marcador” físico tangível para rastrear ou medir, a enxaqueca frequentemente se perde em um território de mal-entendidos e equívocos. Para quem sofre, essa falta de evidência tangível pode levar a dúvidas sobre a validade de sua dor, enquanto médicos podem se encontrar em uma encruzilhada diagnóstica sem uma direção clara. Na sociedade, a ausência de uma “prova” visível da doença muitas vezes resulta em estigma e incompreensão, tornando a jornada daqueles que vivem com enxaqueca ainda mais desafiadora.

Reconhecer a enxaqueca como uma doença invisível é um passo em direção à empatia e ao apoio adequados. A ausência de um diagnóstico físico não diminui a realidade da dor e do impacto que ela tem. Ao aceitar a complexidade desta condição, podemos começar a desmistificar os estigmas e buscar melhores tratamentos adaptados à realidade dos pacientes.

Você ou alguém próximo já enfrentou desafios ligados ao difícil rastreio da enxaqueca? Neste Maio Bordô, vamos aumentar a conscientização sobre esta condição. Siga o Instagram da Abraces para acompanhar e participar desse diálogo.

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